Vilimar Daniel Imhof: curinga e íntegro

Francisco Daniel Imhof

         

Vilimar Daniel Imhof, ou simplesmente "Vílima", como é mais conhecido, filho de Marcelinho Imhof (Lino) e Anna Bittelbrunn Eccel, nasceu em Brusque, em 10.12.1950.

 

Em 15.12.1965, aos quinze anos, começou a trabalhar na IRESA - Indústrias Têxteis Renaux S/A, na seção de tecelagem, onde exerceu a função de tecelão. Afastou-se no ano de 1969 para prestar o serviço militar no 23º Batalhão de Infantaria, em Blumenau, retornando às atividades na empresa, onde permaneceu até 1977, quando então passou a dedicar-se à criação de marrecos no sítio de seus pais, na rua Lorena, bairro São Pedro, município de Guabiruba.

 

Em dezembro de 1982, contratado pela empresa Coringa Vigilância Bancária, Industrial e Comercial Ltda., passou a exercer a função de vigilante na agência do BESC - Banco do Estado de Santa Catarina S/A, de Guabiruba, onde permaneceu até 1984.

 

Seus serviços não se limitavam à vigilância bancária, pois era um funcionário versátil que executava várias funções: vigilante, motorista, office-boy, etc.

 

Naquela época, o gerente visitava casas ou estabelecimentos de clientes para fazer contatos ou recolher dinheiro para ser depositado no banco. Como o gerente possuía veículo mas não sabia dirigir, Vilimar era o seu motorista nessas ocasiões.

 

Quando havia festas de igrejas nos finais de semana, aos sábados e domingos à noite, Vilimar levava a esposa, o filho Alexandro Cristian e a filha Andrea para aguardar a contagem do dinheiro arrecadado que deveria recolher e manter sob sua guarda. Se o valor arrecadado fosse pouco, guardava o dinheiro em sua casa e fazia a entrega na segunda-feira de manhã; se fosse um valor mais significativo, o gerente lhe cedia as chaves da agência bancária para depositar o numerário em lugar seguro, no mesmo dia. Também realizava o mesmo procedimento em relação aos mercados, nos fins de semana.

 

Nessa sua rotina, utilizava a pasta do gerente para acondicionar o dinheiro recolhido e um revólver para alguma emergência, que nunca chegou a ser utilizado.

 

Vilimar Daniel Imhof, exercendo uma função muito mal remunerada, foi um funcionário "curinga" e um exemplo de integridade.

 

Ao desligar-se da empresa de vigilância, passou a exercer a função de tecelão na Companhia Industrial Schlösser S/A, de Brusque, onde aposentou-se.

 

Este artigo foi escrito em 7.09.2013 com base em informações de Alexandro Cristian Imhof, filho de Vilimar, e confirmadas por este.