A longa viagem  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Franz Xaver Imhof (agricultor) e Franz Karl Riffel (ferreiro), emigraram de Karlsdorf, Alemanha, em 18601

 

 

Franz Karl Riffel, de religião católica, nascido em 19.09.1817, de profissão ferreiro, saiu de Karlsdorf em 22 de abril de 18602 .

Os emigrantes de Karlsdorf viajaram inicialmente para Mannheim, depois seguiram viagem de navio pelo rio Reno abaixo até o porto de Antuérpia, na Bélgica3.

Em Antuérpia, Franz Xaver Imhof e Franz Karl Riffel embarcaram no navio Maria Thereza com destino ao Brasil.4

A viagem de Antuérpia ao Rio de Janeiro durou em torno de noventa dias.

No Rio de Janeiro, embarcaram no navio Princeza de Joinville em 22 de julho de 1860, rumo a Desterro, atual Florianópolis.5

Chegaram a Desterro em 24 de julho de 1860.6

Em Desterro, embarcaram no navio de guerra Ivahy, com destino a Itajaí, sendo acompanhados pelo Major João de Souza Mello e Alvim.Este embarque ocorreu em 12 de agosto de 1860.8

De Itajaí à Colônia Itajahy (Brusque), foram transportados pelo Sr. Francisco José Alves Serpa, numa viagem ruim em razão das frequentes chuvas e da separação dos mantimentos, e cuja demora causou bastante inconvenientes.9

Chegaram à Colônia Itajahy em 19 de agosto de 1860, na segunda leva de colonos alemães (32 famílias com 132 pessoas).10 

Na Colônia Itajahy, Franz Xaver Imhof recebeu o lote colonial nº 5, de 46,65 hectares (466.505m2), na Peterstrasse, atual rua São Pedro, nas imediações de onde atualmente é a rua Gustavo Imhof. Esse lote colonial ficava do lado direito do ribeirão do Poço Fundo (Peterstrasse)11, ou seja, do lado esquerdo de quem se dirige de Brusque em direção a Guabiruba. Na margem oposta desse ribeirão, em frente, ficava o lote colonial de Karl Butsch, cuja filha, Elysabetha Butsch, casou-se com Francisco Xavier Imhof, filho mais novo de Franz Xaver Imhof e Maria Regina Schmitt Imhof.

Tudo indica que Franz Xaver Imhof tenha saído de Karlsdorf na mesma data que Franz Karl Riffel, pois ambos embarcaram no mesmo navio em Antuérpia com destino ao Rio de Janeiro, no mesmo navio que os levou do Rio de Janeiro a Desterro, e também chegaram à Colônia Itajahy na mesma data: 19 de agosto de 1860.

Entre a data da partida de Karlsdorf, em 22.04.1860, e a chegada a Brusque, em 19.08.1860, essa longa viagem teria durado, portanto, 119 (cento e dezenove) dias.

Por ocasião da saída de Karlsdorf, Franz Xaver Imhof tinha 34 anos de idade; sua esposa Maria Regina Schmitt, 30 anos; seus filhos Leopold, 6 anos; Daniel, 4 anos; Gustav, 2 anos, e Magdalena, 4 meses.

Conforme a Lista dos Imigrantes nº 118, de Carlos Ficker, do acervo do Arquivo Histórico de Joinville, Magdalena Imhof consta entre os imigrantes chegados de Antuérpia a bordo do navio Maria Thereza, e que seguiram viagem do Rio de Janeiro com destino a Desterro (Florianópolis), em 1860. Faleceu, provavelmente, durante a viagem entre o Rio de Janeiro e Desterro, pois seu nome não consta na lista dos imigrantes que seguiram de Desterro com destino à Colônia Itajahy (Brusque).

 

1. BRENNER, Bernhard. Karlsdorfer Heimatbuch, Horb am Neckar: Geiger-Verlag, 1987. p. 390.

2. RIFFEL, Alois. Familienbuch Karlsdorf und Dettenheim: 1696 - 1904. Heidelberg: Verlag Regionalkultur, 2004. p. 483.

3. BRENNER, Bernhard. Karlsdorfer Heimatbuch, Horb am Neckar: Geiger-Verlag, 1987. p. 389.

4. AHJ. Lista dos Imigrantes nº 118. Disponível em http://www.arquivohistoricojoinville.com.br/ListaImigrantes/lista/tudo.htm. Acesso em: 10.03.2009, e declaração do Arquivo Histórico de Joinville.

5. O Argos, Desterro, 28 de julho de 1860. Seção Notícias.

6. O Argos, Desterro, 31 de julho de 1860.

7. CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Brusque, subsídios para a história de uma colônia nos tempos do Império: Brusque, Sociedade Amigos de Brusque, 1958. p. 19-308-309-310.

8. Ofício nº 118, de 28 de agosto de 1860, do Delegado da Repartição Especial das Terras Públicas de Santa Catarina, João de Souza Mello e Alvim, ao Presidente da Província, Dr. Francisco Carlos de Araújo Brusque.

9. CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Brusque, subsídios para a história de uma colônia nos tempos do Império: Brusque, Sociedade Amigos de Brusque, 1958. p. 12.

10. Idem, p. 19-308-309-310-313.

11. Ibidem, p. 43 e mapa na página anterior.